RFC 020 - Health-test de TRNG (Entropia Física via Landauer Ledger)
Status: Ratificado (Standards Track) Pilar: S1 (Segurança)
1. Resumo
O PAEBIRU adota o modelo de Amostragem Estocástica amparado pelo Princípio de Landauer (conforme RFC 014) para validar a saúde dos geradores de números aleatórios físicos (TRNG). O protocolo evita testes estatísticos pesados contínuos na borda, acionando auditorias rigorosas apenas quando variações termodinâmicas indicam possíveis falhas de hardware.
2. Motivação
A entropia física é a raiz da segurança do Kernel. Testes convencionais (NIST SP 800-22) são computacionalmente proibitivos para microcontroladores e dispositivos de energy harvesting. O Princípio de Landauer estabelece uma conexão entre informação e energia, permitindo-nos usar a telemetria térmica para inferir a qualidade da entropia.
3. Especificação Técnica
3.1. Landauer Ledger
O sistema mantém um registro de “custo energético de informação”. Se o nó gera entropia sem o correspondente ruído térmico/estocástico (violando os limites de Landauer), a amostra é marcada como suspeita.
3.2. Gatilhos Estocásticos
- Monitoramento Contínuo (L1): Testes de custo zero (Repetition Count Test).
- Gatilho de Langevin (L2): Quando o Ator Biológico detecta uma mudança brusca na “temperatura” do nó, um teste estatístico de média complexidade é acionado.
- Auditoria ZK (L3): Amostras aleatórias são enviadas para a DON para validação estatística pesada, protegida por ZK-Proofs para não vazar a semente original.
4. Impacto Arquitetural
- Kernel: Implementação do
EntropyHealthMonitoremcrates/kernel/src/domain/entropy/. - Biology: Fornece o sinal de temperatura (via
paebiru-math) para atuar como gatilho de auditoria. - Hardware (HAL): Deve reportar não apenas os bits aleatórios, mas metadados de ruído físico associados.