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RFC 019 - Injeção de Ruído de Ressonância Estocástica (SR)

Status: Ratificado (Standards Track) Pilar: S2 (Biologia) / S1 (Segurança)

1. Resumo

O protocolo PAEBIRU adota a Ressonância Estocástica (SR) como um recurso ativo de rede. A injeção de ruído é isolada no domínio cognitivo (Biologia), utilizando a entropia térmica do hardware (ou simulada) para amplificar a capacidade de descoberta de rotas e evitar mínimos locais na inteligência de enxame.

2. Motivação

Em redes P2P estigmergicas puras, o sistema pode convergir para rotas “viciadas” (mínimos locais), ignorando caminhos globais mais eficientes que ainda não foram explorados. Injetar uma dose controlada de ruído força o sistema a realizar buscas aleatórias, mimetizando o comportamento de colônias de formigas que descobrem novos caminhos através de desvios exploratórios.

3. Especificação Técnica

3.1. Fuga de Mínimos Locais

O ruído térmico capturado pelo hardware é alimentado como variável na Equação de Langevin:

$$\frac{dx}{dt} = -\gamma x + \eta(t)$$

Este ruído ($\eta(t)$) atua como a “Temperatura de Exploração” no motor de Inteligência de Enxame. Redes com baixa entropia sofrem injeção térmica para forçar a exploração; redes já caóticas são “resfriadas”.

3.2. Roteamento Estocástico

O StigmergicRouter passará a aceitar um parâmetro de ruído. A probabilidade de escolha de um peer deixa de ser apenas proporcional à intensidade do feromônio ($P \propto I$) e passa a ser ajustada pela temperatura ($T$):

$$P \propto \exp\left(\frac{I}{T}\right)$$

Isso garante que, com $T$ alto, rotas subótimas sejam exploradas.

4. Impacto Arquitetural

  • Biology: Gerencia o nível de agitação térmica e calcula a temperatura de rede via paebiru-math.
  • Network: O StigmergicRouter em crates/kernel/src/domain/network/mod.rs integra o parâmetro estocástico na seleção de rotas.
  • Kernel: Mantém o isolamento dos dados (Compute-over-Data), garantindo que o ruído afete apenas a topologia, não o conteúdo.