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RFC 018 - Política da Onda em PHY-Fingerprint

Status: Ratificado (Standards Track) Pilar: S1 (Segurança)

1. Resumo

O PAEBIRU adota um modelo de Janela Estocástica para a validação de assinaturas físicas de rádio (PHY-fingerprinting). Em vez de um Zero-Trust binário estrito, o protocolo utiliza as Equações de Langevin para separar o ruído térmico natural e o desgaste do hardware de tentativas reais de falsificação de identidade (spoofing).

2. Motivação

O hardware no mundo real sofre com a entropia física (calor, dilatação, fadiga energética). Um modelo de comparação exata de assinaturas RF falharia sob condições ambientais variáveis. A Janela Estocástica permite que a identidade do hardware seja validada continuamente, adaptando-se às variações naturais do sinal.

3. Especificação Técnica

3.1. Validação via Langevin

As variações na assinatura de rádio (CFO, Phase Noise, IQ Imbalance) são tratadas como uma dinâmica estocástica:

$$\frac{dx}{dt} = -\gamma x + \eta(t)$$

Onde:

  • $x$: Desvio da assinatura em relação ao referencial.
  • $\gamma$: Coeficiente de atrito (estabilidade do hardware).
  • $\eta(t)$: Ruído térmico/ambiental.

3.2. Janela de Tolerância

A rede mantém um estado estocástico para cada nó. Se a nova leitura de sinal cair dentro da curva projetada pela Equação de Langevin (considerando o histórico e o contexto ambiental), o nó é autenticado. Desvios abruptos que quebram a curva resultam em rejeição imediata.

4. Impacto Arquitetural

  • Kernel: Implementação da validação estocástica em crates/kernel/src/domain/security/fingerprint.rs.
  • Math: Fornece as funções puras para resolução da dinâmica de Langevin.
  • HAL: Captura e transmite os metadados de ruído físico para o Kernel.