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RFC 017 - Custo do Trustless sem Token (Crédito Mútuo de Soma-Zero)

Status: Ratificado (Standards Track) Pilar: S3 (Economia) / S1 (Segurança)

1. Resumo

O PAEBIRU rejeita tokens especulativos. Para custear validações de segurança (como ZK-Proofs) e prevenir spam, o protocolo adota um sistema de Crédito Mútuo de Soma-Zero. Créditos termodinâmicos são acumulados via contribuição e queimados via consumo, mantendo a soma total da rede sempre em zero.

2. Motivação

Garantir ausência de confiança (trustless) sem um token nativo é um desafio de incentivos. O uso de moedas fiduciárias ou tokens externos introduz volatilidade e dependência. Um sistema de crédito mútuo ancorado no trabalho real (Joules) mantém a soberania e a estabilidade física da malha.

3. Especificação Técnica

3.1. Créditos Termodinâmicos

  • Natureza: Intransferíveis e vinculados à identidade do nó.
  • Geração: O nó ganha créditos ao fornecer recursos (CPU, Storage, Energia) via Barter Engine.
  • Consumo: O nó queima créditos ao solicitar validações criptográficas ou consumir recursos de terceiros.

3.2. Invariante de Soma-Zero

  • A cada transação: Credito_Provedor + Credito_Consumidor = 0 (relativo à transação).
  • Na malha global: Σ Créditos = 0.
  • Esta invariante impede a inflação e garante que o consumo seja sempre lastreado por uma contribuição equivalente em algum ponto da rede.

4. Impacto Arquitetural

  • Economia: Implementação do ledger de créditos em src/domain/credit.rs.
  • Kernel: Exige prova de saldo de créditos antes de processar tarefas pesadas de segurança.
  • Verificação: A invariante de soma-zero é um alvo primário para verificação formal via Lean 4.