🧮 Fundações matemáticas
O PAEBIRU é um sistema distribuído termodinamicamente fundamentado. Esta página é o índice das ferramentas matemáticas que sustentam os principais protocolos. As provas formais vivem em
crates/*/formal/(TLA+ para concorrência, Lean 4 para pureza).
Sumário
- Equações de Langevin
- Hamiltoniano de Ising
- Reed-Solomon sobre Corpos de Galois
- Dotted Version Vectors (DVV)
- Fórmula de Haversine
- Análise Topológica de Dados (TDA)
- Backpressure M/M/1
- Groth16 (zk-SNARKs)
- Verificação formal
Equações de Langevin
A dinâmica de Langevin governa o “tempo” do PAEBIRU:
$$ m , \frac{dv}{dt} = -\gamma v + \sqrt{2D} , \xi(t) + F_{\text{ext}} $$
| Símbolo | Significado |
|---|---|
| $m$ | “massa” do nó (1 para todos, em Langevin Ticks) |
| $\gamma$ | atrito termodinâmico (custo algedônico) |
| $D$ | difusão entrópica |
| $\xi(t)$ | ruído branco gaussiano |
| $F_{\text{ext}}$ | força externa (input da malha) |
Implicação para o scheduler: um Langevin Tick só avança quando a entropia local varia ($\Delta S \neq 0$). Sem variação, o sistema “congela” — por isso o regime v3+ chama-se Dança Politemporal (tópico em formalização; ainda sem número de RFC atribuído, conforme a regra de ouro do processo).
Modelo formal em Lean 4: crates/paebiru-math/formal/lean/Langevin.lean.
Hamiltoniano de Ising
Usado pelo scheduler de enxame e pelo consenso bizantino adaptativo. Modelo $N$ spins em rede $d$-dimensional:
$$ \mathcal{H} = -J \sum_{\langle i,j \rangle} s_i s_j - h \sum_i s_i, \quad s_i \in {-1, +1} $$
Onde:
- $J$ = acoplamento (positivo: ferromagnético; negativo: vidro de spin).
- $h$ = campo externo (urgência do scheduler).
- $\langle i, j \rangle$ = pares de vizinhos na malha.
O Ising solver (Fase 4) usa annealing simulado em
paebiru-math para encontrar configurações de baixa energia —
mapeando “tarefas” para “spins” e “custo” para “acoplamento”.
Reed-Solomon sobre Corpos de Galois
Usado em C.A.P.I.B.A. para reconstrução de blocos perdidos e correção de erros no WAL distribuído.
Dado mensagem $m = (m_0, \ldots, m_{k-1})$ em $\mathrm{GF}(2^8)$:
- Codifica em polinômio $p(x) = m_0 + m_1 x + \cdots + m_{k-1} x^{k-1}$.
- Avalia em $n$ pontos ($\mathrm{GF}(2^8)^* \cup {0}$).
- Distribui $n$ símbolos; recupera com $k \leq n’ < n$ (decodificação de Berlekamp-Welch ou Sugiyama).
Por que RS, não LDPC? O custo de decodificação em MCUs é proibitivo para LDPC; RS é tabelável em ROM de 2 kB.
Prova formal em Lean 4:
crates/paebiru-math/formal/lean/ReedSolomon.lean.
Dotted Version Vectors (DVV)
Um DVV é um mapeamento de identificadores de evento para contadores, estendendo Causal Version Vectors com a noção de “discrete snapshot”.
$$ D_v : \text{EventId} \to \mathbb{N}, \quad D_v(\text{evento}) = \text{contador no produtor} $$
- $D_v \sqsubseteq D_w$ significa “DVV $v$ é causalmente anterior a $D_w$”.
- União por componente: $D_v \sqcup D_w$ é o least upper bound.
- Maturidade Causal de um evento $e$ é a condição $D_e \sqsubseteq D_{\text{local}}$, isto é, todos os seus dependentes foram observados localmente.
tópico em formalização — referência normativa.
Fórmula de Haversine
Distância geodésica entre dois pontos na esfera ($\oplus$ = Terra, raio $R = 6371{,}0088$ km):
$$ d = 2R \cdot \arcsin!\left(\sqrt{\sin^2!\left(\frac{\Delta\phi}{2}\right) + \cos\phi_1 \cos\phi_2 \sin^2!\left(\frac{\Delta\lambda}{2}\right)}\right) $$
Usada em:
- PoL (ZK-PoL): circunscrição de raio garantido.
- Scheduler de proximidade: priorizar peers geograficamente próximos em redes LoRa (limites de tempo de propagação).
Implementação
no_stdempaebiru-math::geo::haversine_distance. Prova formal em Lean 4:Haversine.lean.
Análise Topológica de Dados (TDA)
Usada para detectar mudança de regime no comportamento da malha (saturação, deriva, partição).
A ferramenta central é a homologia persistente: dada uma nuvem de pontos $(x_i) \in \mathbb{R}^d$, constrói-se uma família de complexos simpliciais (Vietoris-Rips) e computa-se a persistência de cada classe homológica ($\beta_0$, $\beta_1$).
- Classes de vida longa → estrutura topológica real.
- Classes de vida curta → ruído.
Em Rust, integração com rust_tda (Fase 4) ou com bindings
para gudhi (Python).
Modelagem de filas M/M/1
Para dimensionar buffers, backpressure e latência do ZeroTrustPipeline.
Consulte queues-model.md para a derivação
completa de Little, Pollaczek-Khinchine e o regime de Langevin
adaptativo.
Groth16 (zk-SNARKs)
zk-SNARK de referência usado no ZK-PoL. Setup confiável $S$ produz:
- Chave de prova: $\text{pk} \in \mathbb{G}_1^{n+l} \times \mathbb{G}_2^{n}$.
- Chave de verificação: $\text{vk} \in \mathbb{G}_1 \times \mathbb{G}_2^2$.
- Prova: $\pi \in \mathbb{G}_1 \times \mathbb{G}_2$.
Para o PoL, o circuito verifica: “a posição $p$ está dentro do disco de raio $r$ centrado em $c$, sem revelar $p$ nem $c$.”
Curvas alvo: BN254 (default) e BLS12-381 (Fase 4). Mais em BC ZK.
Verificação formal
A verificação formal do PAEBIRU é cirúrgica: TLA+ para concorrência e estado global, Lean 4 para pureza algorítmica.
| Modelo | Onde vive | O que prova |
|---|---|---|
| GALS-liveness | crates/paebiru-kernel/formal/tla/gals.tla | progresso dos atores em partição |
| DRE sum-zero | crates/paebiru-economy/formal/tla/dre.tla | invariante de balanço |
| ZK-PoL soundness | crates/paebiru-zk/formal/tla/pol.tla | completude e solidez |
Haversine no_std | crates/paebiru-math/formal/lean/Haversine.lean | precisão geodésica |
| Reed-Solomon | crates/paebiru-math/formal/lean/ReedSolomon.lean | correção ≤ $\lfloor (n-k)/2 \rfloor$ |
| Ising | crates/paebiru-math/formal/lean/Ising.lean | annealing monotônico |
| Langevin | crates/paebiru-math/formal/lean/Langevin.lean | $\Delta t \propto \Delta S / \gamma$ |
| Mutual credit | formal/lean/MutualCredit.lean | soma zero contínua |
Acionada por make verify-formal.
Veja também
- Dicionário canônico — termos, não fórmulas.
- Filas M/M/1 — modelagem detalhada de filas.
- Padrões — receitas algorítmicas recorrentes.
- Verificação formal (guia de contribuidor).