🧠 Arquitetura Cognitiva
O PAEBIRU não é apenas um sistema de mensagens; ele é um organismo distribuído. Sua arquitetura cognitiva é baseada no modelo ABAPORU, que combina a lógica clássica de agentes autônomos com a biologia neuromórfica.
1. O Agente ABAPORU (BDI)
Cada nó PAEBIRU executa uma instância do ABAPORU, seguindo o framework Belief-Desire-Intention (BDI):
- Percepção: O nó recebe estímulos (spikes da SNN, mensagens do gossipsub, sinais algedônicos).
- Crenças (Beliefs): O nó mantém um grafo causal do ambiente.
- Desejos (Desires): Objetivos latentes (ex: manter-se energizado, processar rounds de aprendizado).
- Intenções (Intentions): Compromissos de ação imediata (ex: assinar um recibo, propagar um plasmídeo).
2. Redes de Spikes (SNN) e Atenção
Diferente das IAs tradicionais de “caixa preta”, a cognição do PAEBIRU é esparsa e temporal:
- SNN (Spiking Neural Networks): Neurônios LIF (Leaky Integrate-and-Fire) processam informações apenas quando ocorrem mudanças significativas (spikes), reduzindo o custo termodinâmico.
- Atenção Estigmérgica: O nó foca sua capacidade computacional em áreas da malha onde o “rastro” (estigmergia) é mais forte, permitindo uma coordenação global sem supervisor central.
3. Algedonia e Feedback Homeostático
A cognição é guiada por dor e prazer:
- Sinais de Dor: Saturação de recursos, ataques detectados ou perda de conectividade.
- Sinais de Prazer: Eficiência energética, convergência de modelos e integridade causal.
- Loop de Feedback: O agente ajusta seu comportamento para minimizar a dor e maximizar a Homeostasia local.
4. Cognição Fractal
A inteligência é recursiva:
- Uma função WASM tem uma cognição primitiva de entrada/saída.
- Um plasmídeo coordena várias funções.
- Um nó coordena plasmídeos.
- A malha coordena nós. Cada escala utiliza o mesmo ciclo de processamento, mudando apenas a complexidade das crenças.